Drones de pulverização podem ser aliados da aviação agrícola

Os drones vão competir com os aviões agrícolas?


No agronegócio, um dos principais desafios dos produtores é realizar o monitoramento e o controle de eficácia das atividades em áreas de grande extensão. Os benefícios de usar drones na gestão de defensivos são vários. A capacidade dos drones em identificar focos de infestação de plantas daninhas e gerar mapas de aplicação em taxa variável, a partir desses pontos, torna a aplicação dos herbicidas muito mais eficiente – é aqui que está a economia do produtor.


A aviação agrícola ainda desempenha um papel muito importante para a agricultura do país, atuando em áreas como de tratamento fitossanitário, distribuição de fertilizantes, sementes. E ainda auxilia em outras áreas, como o de combate a incêndios, visto recentemente em vários locais, incluindo o Pantanal e a Amazônia. No entanto, o principal mercado, de fato, é o de aplicação de defensivos agrícolas. E sabemos que o uso de drones para essa finalidade vem aumentando.


Sendo assim, as duas tecnologias se mostram complementares. Afinal, por serem menores, os drones podem operar em áreas menores ou de difícil acesso, onde aviões não operariam, por exemplo. Podemos citar as áreas mais inclinadas como as lavouras de café, no Espírito Santo, áreas de hortifruti, ou até propriedades menores com culturas como milho e soja, além de vários outros nichos de mercado. Além disso, a aviação agrícola segue uma regulamentação que estabelece que faixas de aplicação sejam mantidas sem pulverização a certas distâncias de locais como áreas de preservação permanente (APP), mananciais de captação de água para abastecimento, entre outros. Ao menos parte dessas áreas aparentemente poderá ser aplicadas via drones.


De acordo com Fernando Kassis Carvalho, engenheiro agrônomo, um outro aspecto pouco falado é que a indústria de defensivos agrícolas vem trabalhando intensamente no desenvolvimento de formulações para aplicações em baixos volumes de calda (ou taxa de aplicação). Como a aviação já usa volumes menores, o desenvolvimento dessas formulações pode favorecer muito o setor, pois um dos gargalos da aviação agrícola é a dificuldade do manuseio de produtos, e principalmente problemas físicos na calda (incompatibilidade física ou dificuldade de diluição).Enquanto isso, temos vistoque está havendo o pedido de patente de vários produtos e formulações para aplicações como de 10 L/ha e 20 L/ha, visando melhorar essas características. Formulações mais modernas, além de mais segurança ambiental podem trazer ganhos operacionais, pois possibilitam otimizar o tempo de trabalho.


Por: Agrolink - Aline Merladete

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